Uma Jornada pelos Arcanos Maiores III e IV

Shadowscapes Tarot

As duas cartas seguintes na sequência do Tarô, A IMPERATRIZ e O IMPERADOR, simbolizam os arquétipos da Mãe e do Pai em escala grandiosa. Pouca necessidade haverá de nos estendermos aqui acerca dos poderes das duas figuras, pois todos os experimentamos em relação a nossas mães e pais pessoais ou a outros seres humanos que representavam para nós seus substitutos. Como crianças, todos vimos, provavelmente, nossos pais entronizados como a “boa” mãe “nutriz” e “protetora”, e como o “onisciente”, “corajoso” e “poderoso” pai. Quando, por serem humanos, eles deixaram de representar esses papéis de acordo com o nosso texto, nós, muitas vezes, encaramos nossa mãe como a arquetípica Bruxa Negra ou a Madrasta Má e nosso pai como o Diabo Vermelho e o Cruel Tirano. Foram precisos muitos anos de projeção exótica para podermos, afinal, ver nossos pais como seres humanos que, à nossa semelhança, possuíam muitas potencialidades tanto para a felicidade quanto para o infortúnio.

Até como adultos, se nossos pais estiverem vivos, ainda poderemos descobrir algumas áreas em que revertemos aos padrões de hábitos da mocidade e brincamos de “filhos”. Quando isso acontece, podemos sentir-nos impelidos a procurar nossos pais e “desabafar” com eles. Mas do ponto de vista junguiniano, a proposta confrontação com os pais, mesmo possível, não é necessariamente o primeiro passo para o esclarecimento do nosso problema. Pois aqui também (como no caso do motorista e do caronista) os arquétipos estão em atividade. Inteiramente à parte das personalidades e ações de nossos pais (por mais limitados e inconscientes que estes pudessem ser), estaríamos tendo problemas semelhantes com quem quer que estivesse no lugar deles enquanto não tivéssemos entrado em acordo com os arquétipos da Mãe e do Pai dentro de nós mesmos. As probabilidades são de que tanto nós quanto nossos pais sejamos bonecos no drama arquetípico, manipulados por figuras gigantescas que operam por cima e por trás da nossa percepção consciente.

Enquanto este for o caso, por mais boa vontade, determinação, confissão, ou o que quer que ocorra numa confrontação entre os próprios bonecos, o resultado só pode ser um maior emaranhamento nas cordas. Obviamente, a primeira coisa a fazer é dar meia-volta e encarar com os marioneteiros de modo que possamos ver o que eles tencionam fazer e, se possível, desatar ou afrouxar algumas cordas.

O descobrimento da camada arquetípica do inconsciente e a apresentação de técnicas de confrontação são algumas das maiores contribuições de Jung à psicologia. Pois sem o conceito dos arquétipos, estaríamos presos para sempre numa dança de roda interminável com pessoas na realidade exterior. Sem técnicas para separar o pessoal do impessoal, estaríamos projetando incessantemente em nossos pais, ou em outros em nossos meio, padrões arquetípicos de comportamento que nenhum ser humano pode, possivelmente, encarnar.

Inspirado em Jung e o Tarô – Sallie Nichols

By Rosi Guimarães

A Imperatriz e O Imperador

A Imperatriz e O Imperador, outra combinação de arcanos isolados mas com simbologia complementar. Talvez uma das coreografias mais complexas, com grande número de bailarinas, elas iniciam a dança em uma linha diagonal que divide o palco, assim como o Imperador e a Imperatriz se dividem entre humildade e poder, estabilidade e audácia, riqueza e confiança. No Tarot, é uma carta de realizações, por isso vê-se uma coreografia muito rica, de ritmo acelerado e com incrível mobilidade na formação das belas em palco, sempre audaciosas, como a Imperatriz, ao longo de movimentos coordenados e precisos, como o Imperador, que é senhor de seus passos. A ousadia e beleza desta dança em particular remete ao risco que se corre em certa parte da vida, quando as conquistas materiais e a beleza, podem sobrepor-se ao plano espiritual.

Uma Jornada pelos Arcanos Maiores II

Shadowscapes Tarot

A segunda carta é LA PAPESSE, ou A Papisa, às vezes denominada A SUMA SACERDOTISA, que para Jung pode ser vista simbolizando o arquétipo da Virgem, arquétipo familiar nos mitos e escritos sagrados de muitas culturas. O arquétipo da Virgem prendeu a imaginação de artistas e escultores durante séculos e, para cada mulher, a gravidez a assinala como a pessoa escolhida para ser portadora de um novo espírito.

Hoje, porém, com o movimento de liberação feminina, a Virgem pode ser a inspiração pra esse movimento. A Virgem Maria foi escolhida para um destino unicamente seu, no qual não havia “quarto na estalagem”, assim a mulher é hoje convocada a fim de realizar-se de maneiras para as quais a nossa sociedade coletiva ainda fecha suas portas. Como a Virgem foi obrigada, por vocação, a abrir mão do anonimato e da segurança confortáveis da vida familiar tradicional, e dando à luz o seu novo espírito nas circunstâncias mais humildes, assim hoje as mulheres, para as quais a nova anunciação soou claramente, precisam sacrificar sua segurança e suportar a solidão e a humilhação (não raro em circunstâncias mais árduas do que a rotina de governar a casa e a maternidade) a fim de dar realidade ao novo espírito que se mexe dentro delas. Nessa diligência, poder-se-ia muito bem conceder à Virgem um nicho especial para veneração, porque ela ainda brilha hoje como símbolo único da força universal do princípio feminino. Se bem que dedicada ao serviço do espírito, a Virgem nunca perdeu contato com a própria feminilidade, o que serve de alerta que podemos obter a igualdade com respeito aos direitos e deveres do homem, e aqui não me refiro ao gênero, mas sim a Raça Humana, porém sem perder a nossa essência de Mulher!

Inspirado em JUNG E O TARÔ — Uma jornada arquetípica SALLIE NICHOLS

By Rosi Guimarães

A Sacerdotisa

A Papisa, no tarô clássico, ou A Sacerdotisa, em abordagens modernas, traz ao palco a simbologia de Nutrição da Alma e do Corpo em todas as nuances do poder feminino, através da mãe que abre a coreografia das pequenas dançarinas, representando, com muita graça, a fertilidade e o crescimento.

By Rosi Guimarães

O Mago

Desejo mostrar que o Tarô é muito mais que um oráculo, é uma expressão das artes, não apenas no passado, mas em nossos dias também. O meu objetivo maior é difundir essa Paixão, com P maiúsculo mesmo, para desmistificar junto ao leigo, que pensa que o Tarô é adivinhação. O Tarô tem seu uso terapêutico, tem seu uso como oráculo e tem sua função de disseminar as artes!

Apreciem!

“O Mago”, coreografia que  abre  o espetáculo, é também o primeiro dos arcanos do tarô e marca o início da jornada espiritual. As bailarinas em fila representam o caminho que o Mago tem a percorrer. Plumas em punho, remetem à leveza da vida antes das decisões que pesam ao longo do caminho e do futuro desconhecido

By Rosi Guimarães

 

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CURRÍCULO:

CERTIFICADA COMO CATR PELO THE TAROT CERTIFICATION BOARD OF AMERICA.
CERTIFICADA EM TELEPSIQUISMO, DEFESA PSÍQUICA, CHAKRAS, TÉCNICAS DE REPROGRAMAÇÃO MENTAL PELA UNIDARMA.
MESTRA EM REIKI, SISTEMA USUI E THE WAY OF THE HEART.
FORMADA EM MAGIA, AROMATERAPIA, TERAPIA DOS FLORAIS E ORÁCULO DAS VELAS PELO BUZZERO.
INICIADA NO SAGRADO FEMININO PELA TERAPEUTA LUCI PORCINO.
SACERDOTISA DA ORDEM DE MELQUIZEDEK.


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